O ano de 2012 fica claramente marcado pela “revalidação do título” por parte de Barack Obama, o que significa dizer que os Estado Unidos da América deram novamente um voto de confiança a Obama reelegendo-o para mais um mandato de quatro anos à frente da Casa Branca. Apesar da vitória, Mitt Romney, adversário republicano, deu mais luta do que muitos esperavam, e o que obriga a um trabalho mais exigente e completo a todos os níveis por parte do vencedor democrata.
Foi no dia 6 de Novembro, naquela que foi a 57ª eleição presidencial, que Obama bateu o seu oponente, registando 51% contra 47,2% de Mitt Romney, obtendo ainda 332 deputados no Colégio Eleitoral devido ao facto de ter conquistado 26 estados mais Washington DC. Nessa noite, no habitual
discurso de vitória, depois de felicitar não só o seu adversário mas tambem a sua própria familia, a mulher e as duas filhas, e toda a máquina eleitoral que o ajudou, Obama mostrou a firmeza e a vontade de voltar a colocar os EUA no caminho certo foram uma constante, “Quero que saibam que tudo isto não foi destino, não foi um acidente. Vocês organizaram-se em pequenos grupos, doaram cinco ou dez dólares e quando as coisas pareciam complicadas vocês insistiram. Dedicarei a minha presidência a honrar o vosso apoio, fazendo o que puder para terminar o que começámos há quatro anos. As eleições de hoje são a prova de que vulgares americanos podem vencer poderosos interesses. Há muito para fazer, mas por agora: Obrigado”, referiu o vencedor.
Mas este foi um claro discurso de união, em tempos difíceis e de quem sabe que não será fácil ultrapassar as dificuldades que existem, num apelo que chegou a todos os quadrantes e não só aos democratas ou republicanos. “Foi a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, Democratas e Republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, homossexuais, heterossexuais, deficientes, americanos que enviaram a mensagem ao mundo de que não somos somente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos ou azuis” afirmou, visivelmente emocionado. “Acima de tudo, vou pedir-vos para que se juntem a mim no trabalho de reconstrução desta nação, da única forma que sempre foi feito na América nos últimos 221 anos – bloco a bloco, mão calosa em mão calosa.”, disse Obama com grande determinação, terminando com um pedido de crença e ajuda de Deus, “Obrigado. Deus vos abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América.
As felicitações chegaram de todo o mundo com o Presidente e primeiro-ministro chineses a
afirmarem que, “Numa nova era histórica, desejo que as nossas relações bilaterais baseadas numa cooperação construtiva entrem numa nova fase.”. David Cameron, primeiro-ministro inglês, usou o twitter para congratular Obama desejando “calorosas felicitações ao meu amigo Barack Obama”. Por seu lado A União Europeia, pela voz do seu presidente, Herman Van Rompuy, e o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, referiram que, “os Estados Unidos são um parceiro estratégico chave da União Europeia e desejamos continuar a cooperação estreita que estabelecemos com o Presidente Obama nos últimos quatro anos.”
Tiago Amado; número-21002262
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