Thursday, January 17, 2013

Desemprego, o buraco negro da sociedad espanhola

A pior noticia para Espanha em 2012 não é a situação económica, são as pessoas que não têm emprego. É claro que uma coisa e consequência da outra, mais o importante não é o dinheiro, são as pessoas.

Fila na oficina de emprego. Foto:mercopress.com
Em 2012, 5 milhões de espanhóis estiveram em situação de desemprego e segundo Analistas Financieros Internacionales (AFI) e a patronal de grandes empresas de Trabajo Temporal (Agett) calculam uma taxa de desemprego do 26,13% no último trimestre de 2012, este supõe mais de 6 milhões de desempregados.


Muitas famílias espanholas ter sofrido o incontável para quadrar suas contas e poder chegar a fim do mês. Segundo Cáritas Espanha, ter havido um crescimento amplo e estão desbordados pelas petições de ajudas, a principal causa segue sendo o desemprego massivo e extensivo no tempo (muitos deles 3 anos [gráfico]), o que reduz fortemente as possibilidades de receitas suficientes em muitas famílias para viver. As cifras dadas pelo INE na Encuesta de Condiciones de Vida, concluem em que a pobreza não para de crescer e alcança já o 20,8% da população, uns 10 milhões de pessoas.

A parte mais preocupante deste tema é o desemprego do jovens, a taxa entre os menores de 25 anos atingiu no segundo trimestre de 2012 os 53,2%, 7,16 pontos acima do mesmo período do ano passado. A maioria dos jovens desempregados têm entre 20 e 24 anos (722.300 pessoas), enquanto no grupo de 16 a 19 anos os desempregados já são 235.200, segundo publica RTP numa notícia. Espanha é junto a Grécia o país com maior desemprego juvenil da EU como podemos ver neste gráfico da OCDE.

 

O professor da Universitat Pompeu Fabra de Barcelona, Sebastián Sarasa afirma, numa reportagem do jornal El País, que "os maiores são os que menos ter afectado o efeito da crise porque muitos deles são aposentados com receitas públicas que lhes têm protegidos do desastre do mercado de emprego".

O pior é que a resposta do Estado, em seus diferentes níveis (administração central, autonómica e local) ter-se ressentido muito gravemente com a crise. As ajudas sociais ter baixado um 45,4%, segundo dados do INE respeito a 2011 e vão a seguir nesta tendência e isto afecta a pessoas dependentes, desempregados, pobres, enfermos e outros grandes grupos sociais.

ADRIÁN MAS GARCÍA (erasmus)

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